Caloundra-Noumea

antes... Ceduna-Caloundra

    Tudo que é bom acaba depressa e assim aconteceu connosco; ao deixarmos Caloundra (Brisbane) no dia 04 de manhã, um pouco do nosso coração tinha ficado para trás, perdido na imensidão da Austrália, junto à Comunidade Portuguesa que nos recebera de braços abertos e também do nosso querido amigo Gary Burns.
    É difícil explicar o carinho que nos dedicou, sendo tão recente o nosso relacionamento que data de 2001, no 2º Meeting dos Earthrounders em Viena de Austria.
    Há aqui um bocado da fraternidade aeronáutica, que se rege por parâmetros diferentes das amizades normais e que o coração de Gary ampliou até ao limite. Bem-hajas Gary! Oxalá alguma vez te possamos retribuir em dobro, tudo o que por nós fizeste.
    Depois de um "passeio" de cerca de 15 minutos do parque da G.A. (aviação ligeira) através do taxiway A1 até ao sector Internacional, onde um simpático Oficial de Alfândega nos veio entregar uma declaração de "clear customs" - aqui também se usam carimbos - e de volta para a cabeceira da pista 19, lisonjeiro descolar entre os "grandes", numa pista com 11680 pés ( 3.560m ) . Claro que ao fim de 700 metros estávamos no ar a ver a paisagem do Aeroporto de um lado e o mar do outro.
    Depois de tanto dinheiro e tempo gastos , a situação dos rádios mantém-se. Só recebo no HF e estou sem emissão no COM 1. Felizmente que temos sistemas em duplicado e no caso do HF é o António que se encarrega de fazer as comunicações por mim. Não sai barato! A compensação é ter de lhe dobrar as camisas que chegam da lavandaria.

    O vôo correu bem, quase até à chegada onde um tecto de nuvens baixo nos obrigou a um procedimento de instrumentos, que no meu caso, foi no mínimo um bocado trabalhoso. Valeu-me a voz clara da controladora francesa que se fazia entender perfeitamente.
    Estávamos aterrados em Tantouta - nome do local e do Aeroporto , a cerca de 50 km da capital Noumea.
    Fomos ter a um simpático Hotel a cerca de 10m do Aeroporto que era simultaneamente uma escola de Hoteleira, onde regressámos aos sabores da cozinha Europeia - Francesa neste caso - com uma excelente sopa de peixe. De facto só ler a lista já é um prazer.
    O quarto, apesar de pequeno para a manobra da "chaise roulante" do António, serviu q.b. para um sono reparador até à manhã do dia seguinte.

    Fomos ao Aeroporto abastecer e ver a meteorologia. Regressámos para almoçar um óptimo peixe grelhado (não me perguntem o nome!) parecido com o cherne, "na sua cama" de legumes gratinados , etc. etc. etc. ...
 

Delfim Costa

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